REFLEXÃO CRÍTICA SOBRE A LEITURA DO ARTIGO: A ESCOLA PÚBLICA COMO UM ESPAÇO SÓCIO-CULTURAL DE JOÃO BATISTA MARTINS
Globalização
João Batista Martins, trás em seu texto um olhar bastante sociológico a respeito da escola como espaço sociocultural, ele trás a concepção de que em tempos de globalização há muitos problemas a serem discutidos e estas discussões passam pela questão da diferença (2013). E nisto cabe pensar o processo de desenvolvimento do capitalismo, o qual faz com que os “países desenvolvidos” sejam os detentores e atores responsáveis pelo domínio tecnológico e informacional sobre os “países periféricos”, exercendo desta forma uma nova faceta do imperialismo. Dominação esta que não se restringe à informação e tecnologia em si, mas em última análise pode-se observar que por meio disto é garantida uma hegemonia cultural sobre os “países periféricos”. “Para Barbero (1987), essas tecnologias representam uma nova etapa de um processo contínuo de aceleração da modernidade, processo do qual nenhum país pode estar ausente, sob pena de morte econômica e cultural” (Barbero apud Martins, 2013, p.254). Com “morte econômica” Martins cita Barbero na perspectiva de países que não aderem a este “progresso” capitalista, estão sentenciando seu status econômico à morte. E nesta mesma oração Martins cita também a morte cultural, pois como bem diz se trata de uma nova configuração cultural (2013). “Nesse sentido, a repressão dos particularismos culturais e a criação de uma única cosmologia têm sido a moeda de troca da edificação das ideias de universalismo, progresso e civilização.” (MARTINS, 2013, p.254).ASPECTO SOCIOLÓGICO DA ESCOLA COMO ESPAÇO SOCIOCULTURAL
Observando desta ótica e assumindo que a escola seja um espaço sociocultural, pode-se concluir que da dimensão local da globalização certos efeitos como os problemas de fome e miséria, desigualdade e etc. Tendo isto em vista, pode-se perceber efeitos no espaço educacional que estão relacionados com estes problemas como a evasão escolar, analfabetismo, pobreza, discriminação social e racial e etc. (2013) “Isto significa dizer que qualquer discussão sobre a escola pública deve contemplar as realidades políticas, econômicas, culturais e sociais que construíram” (MARTINS, 2013, p.255).Martins argumenta em seu artigo que a escola funciona em uma lógica neoliberal de neutralidade, de garantida do acesso igualitário, porém esta lógica por si só não garante a permanência do aluno na escola. Então pode-se pensar este o fator responsável por reprovação e exclusão. Então trata-se de uma observação certeira da escola como espaço sociocultural, pois a escola não se encontra abstrata à sociedade, e certamente não é um ambiente que pode ser controlado afim de ser abstraído da cultura e da globalização em uma dimensão mundial.
REFERÊNCIA
MARTINS, João Batista. A escola pública como um espaço sóciocultural. Ensino em Re-Vista, 2013.

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