No contexto atual, é evidente que a sociedade vive um de seus momentos mais
difíceis: a pandemia do coronavírus. O vírus COVID-19 que teve seu início
registrado em dezembro de 2019, “houve a transmissão de um novo coronavírus
(SARS-CoV-2), o qual foi identificado em Wuhan na China e causou a COVID-19,
sendo em seguida disseminada e transmitida pessoa a pessoa” (MINISTÉRIO DA
SAÚDE, 2020, Online). Nisto por consenso científico, determinou-se que a melhor
forma de combater o vírus seria por meio do isolamento social, consenso
determinado por fatores como a alta taxa de transmissão e a falta de medicamento
eficaz para o tratamento.
Observando o fenômeno isolamento social no Brasil ou no mundo, pode-se notar que se criou uma disputa em relação ao fenômeno, de forma que os indivíduos se posicionem a favor ou contra. E observando esta realidade o estudo publicado na Comunicação em Ciências da Saúde, o autor conclui que, “os dados mostram que a população, de uma maneira geral, apoia as políticas de isolamento social. Os indivíduos que disseram ter um alto apoio ou apoio total ao isolamento social passam de 80%” (DIAS JR, CLAUDIO. 2020, p.127). Obviamente considerando que o Brasil é um país extenso, e que o método da pesquisa restringe os resultados. Sabendo então a respeito da existência destes dois grupos (Contra o isolamento e a favor), pode-se perceber que as argumentações se resume em dois fatores, econômico e social. Econômico por parte da população que é a favor do retorno imediato das atividades, e social por parte da população que está de acordo com o consenso científico.
No fator econômico tem-se como argumento o dano causado às pessoas mais vulneráveis dos estratos socioeconômicos da sociedade, de forma que o isolamento social causa prejuízo capital e físico, uma vez que esta categoria não tenha como trabalhar, passam fome. Nisto se inclui também microempresários e grandes também, mas com o foco da crítica ao isolamento social às camadas mais pobres, o que é um fato recorrente apontado no estudo já citado, o qual não se trata de um estudo contra o isolamento, onde analisando o fato de que mesmo a maioria apoiando o isolamento não o cumpre pois, Porém, muitas destas argumentações estão recheadas de afirmativas anticientíficas que até mesmo beiram o conspiracionismo,
As posições a favor do isolamento social por outro lado, apelam para o consenso científico e também para o assistencialismo social às pessoas de estratificação mais vulnerável por parte do Estado, por exemplo por meio de auxílios emergenciais. Observando esta disputa pelo prisma da ética kantiana, a qual fundamenta seu princípio de tomada de decisão no imperativo categórico, a argumentação a favor da volta imediata das atividades trata o ser humano como um meio para o funcionamento econômico, nisto em meio a toda esta argumentação pode-se ouvir comentários do tipo “pessoas morrerão mesmo” ou então “só afeta os idosos”, ou seja, não vale a pena parar o sistema econômico em nome dos “inválidos”. De acordo com o princípio Imperativo categórico “para uma ação ser correta ela deve ser universalizável e tratar as pessoas como um fim, não apenas como meio.” (GODOY W, 2019, Online). Portanto a posição moralmente correta de acordo com o pensamento kantiano é a posição que trata o indivíduo como um fim, de modo que o valor à vida tem maior importância que o valor ao mercado, mesmo que as consequências socioeconômicas sejam ruins no futuro. De acordo com esta posição, a ação baseada no interesse próprio é imoral.
Porém pelo prisma do princípio da utilidade, adotado pelo utilitarismo, “uma ação é correta se gera mais felicidade para as pessoas afetadas, consideradas imparcialmente. Por outro lado, é incorreta se gera sofrimento.” (GODOY W, 2019, Online) Ou seja, tem-se nesta ideia a maximização da felicidade e a minimização da dor, nisto a posição que é a favor do isolamento social, está tomando uma decisão imoral, visto que esta escolha está prejudicando o país economicamente, porém a decisão do retorno imediato seria a correta, pois morreria uma minoria de pessoas, por minoria entende-se a baixa taxa de mortalidade do vírus não levando em consideração esta taxa aplicada a um grande número de pessoas, e a economia estaria com menos problemas e consequentemente os males no aspecto socioeconômico menor.
Diante de tudo isto, percebe-se que nesta disputa prevalece a posição a qual tem maior apelo para com o consenso científico, visto que filosoficamente nas perspectivas da ética kantiana e utilitarista, observando as duas coisas não tem como haver uma resposta efetivamente objetiva para o conflito.
[TRABALHO DE INICIAÇÃO FILÓFICA
AUTORES: CRISTINA ALMEIDA DINIZ, JOÃO PEDRO DOS SANTOS, LEONARDO SOUZA DA SILVA MARIA LUÍSA DE SOUZA SILVA]
Observando o fenômeno isolamento social no Brasil ou no mundo, pode-se notar que se criou uma disputa em relação ao fenômeno, de forma que os indivíduos se posicionem a favor ou contra. E observando esta realidade o estudo publicado na Comunicação em Ciências da Saúde, o autor conclui que, “os dados mostram que a população, de uma maneira geral, apoia as políticas de isolamento social. Os indivíduos que disseram ter um alto apoio ou apoio total ao isolamento social passam de 80%” (DIAS JR, CLAUDIO. 2020, p.127). Obviamente considerando que o Brasil é um país extenso, e que o método da pesquisa restringe os resultados. Sabendo então a respeito da existência destes dois grupos (Contra o isolamento e a favor), pode-se perceber que as argumentações se resume em dois fatores, econômico e social. Econômico por parte da população que é a favor do retorno imediato das atividades, e social por parte da população que está de acordo com o consenso científico.
No fator econômico tem-se como argumento o dano causado às pessoas mais vulneráveis dos estratos socioeconômicos da sociedade, de forma que o isolamento social causa prejuízo capital e físico, uma vez que esta categoria não tenha como trabalhar, passam fome. Nisto se inclui também microempresários e grandes também, mas com o foco da crítica ao isolamento social às camadas mais pobres, o que é um fato recorrente apontado no estudo já citado, o qual não se trata de um estudo contra o isolamento, onde analisando o fato de que mesmo a maioria apoiando o isolamento não o cumpre pois, Porém, muitas destas argumentações estão recheadas de afirmativas anticientíficas que até mesmo beiram o conspiracionismo,
As posições a favor do isolamento social por outro lado, apelam para o consenso científico e também para o assistencialismo social às pessoas de estratificação mais vulnerável por parte do Estado, por exemplo por meio de auxílios emergenciais. Observando esta disputa pelo prisma da ética kantiana, a qual fundamenta seu princípio de tomada de decisão no imperativo categórico, a argumentação a favor da volta imediata das atividades trata o ser humano como um meio para o funcionamento econômico, nisto em meio a toda esta argumentação pode-se ouvir comentários do tipo “pessoas morrerão mesmo” ou então “só afeta os idosos”, ou seja, não vale a pena parar o sistema econômico em nome dos “inválidos”. De acordo com o princípio Imperativo categórico “para uma ação ser correta ela deve ser universalizável e tratar as pessoas como um fim, não apenas como meio.” (GODOY W, 2019, Online). Portanto a posição moralmente correta de acordo com o pensamento kantiano é a posição que trata o indivíduo como um fim, de modo que o valor à vida tem maior importância que o valor ao mercado, mesmo que as consequências socioeconômicas sejam ruins no futuro. De acordo com esta posição, a ação baseada no interesse próprio é imoral.
Porém pelo prisma do princípio da utilidade, adotado pelo utilitarismo, “uma ação é correta se gera mais felicidade para as pessoas afetadas, consideradas imparcialmente. Por outro lado, é incorreta se gera sofrimento.” (GODOY W, 2019, Online) Ou seja, tem-se nesta ideia a maximização da felicidade e a minimização da dor, nisto a posição que é a favor do isolamento social, está tomando uma decisão imoral, visto que esta escolha está prejudicando o país economicamente, porém a decisão do retorno imediato seria a correta, pois morreria uma minoria de pessoas, por minoria entende-se a baixa taxa de mortalidade do vírus não levando em consideração esta taxa aplicada a um grande número de pessoas, e a economia estaria com menos problemas e consequentemente os males no aspecto socioeconômico menor.
Diante de tudo isto, percebe-se que nesta disputa prevalece a posição a qual tem maior apelo para com o consenso científico, visto que filosoficamente nas perspectivas da ética kantiana e utilitarista, observando as duas coisas não tem como haver uma resposta efetivamente objetiva para o conflito.
[TRABALHO DE INICIAÇÃO FILÓFICA
AUTORES: CRISTINA ALMEIDA DINIZ, JOÃO PEDRO DOS SANTOS, LEONARDO SOUZA DA SILVA MARIA LUÍSA DE SOUZA SILVA]
Referências
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Sobre a doença. 2020. Disponível
em:https://coronavirus.saude.gov.br/sobre-a-doenca, acesso em: 30 setembro. 2020.
DIAS JR, Claudio. Medindo o apoio e o comportamento no isolamento social em tempos de COVID-19 no
Brasil. Comunicação em Ciências da Saúde, v. 31, n. Suppl 1, p. 121-130, 2020.
FILOSOFIA NA ESCOLA. GODOY W.Diferenças entre utilitarismo e ética kantiana .2019. Disponível
em: https://filosofianaescola.com/moral/diferencas-entre-utilitarismo-e-etica-kantiana/#:~:text=Deontologia
%20e%20consequencialismo,-O%20que%20devemos&text=A%20%C3%A9tica%20de%20Kant
%20%C3%A9,forma%20diferente%20as%20quest%C3%B5es%20acima.&text=Para%20Kant%2C
%20para%20que%20nossas,desejo%20de%20fazer%20nosso%20dever, acesso em: 30 setembro. 2020.
GOMES, M. ScRickardo Léo Ramos; HOLANDA FILHO, Spec Ivan De Oliveira; DA COSTA,
SpecErnandes Farias. Sugestões Educacionais E Combate À Desinformação Durante O Período Da
Pandemia Covid-19. 2020.

Comentários
Postar um comentário